TÉCNICAS FUNDAMENTAIS - RESPIRAÇÃO
Ao mergulhar você consegue controlar sua respiração e se manter
confortável durante todo o mergulho?
É capaz se manter na horizontal (trim)
enquanto nada?
Consegue usar diferentes técnicas de pernadas de forma eficiente
e sem bater suas nadadeiras no fundo?
É capaz não apoiar os joelhos ou
nadadeiras no fundo?
Consegue ficar parado e no trim sem realizar nada além de
mínimos movimentos com suas nadadeiras?
É capaz de realizar habilidades
básicas, como esgotar sua máscara ou compartilhar gás, mantendo o trim e
flutuabilidade neutra?
Consegue de iniciar uma subida sem a necessidade de
inflar seu colete equilibrador?
Se você respondeu sim a todas essas perguntas, parabéns! Você é um
mergulhador que domina todas as habilidades fundamentais de mergulho e está
apto a aproveitar ao máximo suas experiências de mergulho e também, caso
deseje, se aventurar nas atividades avançadas de mergulho.
Agora! Se você respondeu não para algumas dessas perguntas, isso
significa que existe a necessidade de aprimoramento das suas habilidades
fundamentais para que suas atividades de mergulho se tornem ainda mais seguras
e divertidas.
Foi justamente com intenção de passar os conhecimentos necessários para que você possa responder sim a todas essas perguntas
que criei uma série de postagens chamada de Técnicas Fundamentais.
A primeira postagem desta série trata sobre a respiração, espero que realmente esse texto posso ter ajudar e ser bastante útil.
RESPIRAÇÃO - Vital para que você se torne um bom mergulhador!
Quando mergulhando estamos completamente dependentes de um equipamento
de suporte de vida (equipamento SCUBA) para que possamos respirar. Tanto o uso
do equipamento SCUBA como as alterações geradas pelas leis físicas no
ambiente subaquático são responsáveis pela necessidade de uma respiração
consciente quanto a suas técnicas durante o mergulho.
O equipamento SCUBA
gera o aumento da “área de espaço morto” respiratório (2°
estágio do regulador e máscara) entre o suprimento de gás rico em oxigênio e os nossos
pulmões. Este espaço aéreo morto faz com que a respiração subaquática seja
ligeiramente mais elaborada e complexa do que na superfície.
Caso o equipamento
tenha um mau funcionamento ou não passe pela manutenção adequada, ele pode fazer com
que o conteúdo de dióxido de carbono (subproduto
do metabolismo) aumente significativamente.
Para evitar os problemas associados com o espaço aéreo morto,
mergulhadores devem respirar sempre de forma lenta e prolongada. É igualmente
importante que a movimentação seja lenta e controlada, assim como, evitar
esforços desnecessários que podem facilmente afetar o padrão respiratório.
O
aumento da ventilação e uma respiração curta podem resultar no aumento dos
níveis de dióxido de carbono, o que por sua vez, pode aumentar o risco de
narcose e impossibilitar um controle adequado da flutuabilidade.
A respiração subaquática é fácil e divertida, porém existem alguns
pontos importantes que necessitam ser relembrados, são eles:
Quanto mais fundo é o mergulho, menor é sua duração - Os efeitos da
compressão e expansão de um gás (Lei de Boyle) também afetaram a respiração de
um mergulhador. Imagine um mergulhador submetido
a uma pressão de 2,5 ATA, ele irá respirar um gás 2,5 vezes mais denso e seu
consumo será 2,5 vezes maior que na superfície. Dessa forma é importante que os
mergulhadores entendam esse mecanismo e estejam atentos durante o planejamento
de mergulho.
Evite “pular uma respiração” – Essa prática significa que o mergulhador
bloqueia a ventilação entre dois ciclos respiratórios na tentativa de
economizar seu suprimento de gás/ar. Este método na realidade não irá gerar
economia de gás/ar e pode trazer consequências sérias. O ato de bloquear a
ventilação momentaneamente faz com que os níveis de dióxido de carbono se
elevem, fazendo que o centro respiratório gere um aumento da ventilação com
o intuito de eliminar mais desse gás. Dessa forma o consumo de gás/ar irá até
mesmo aumentar, a flutuabilidade será prejudicada e os riscos de narcose
aumentaram significativamente.
Mantenha um ritmo respiratório controlado – A forma mais eficiente para
economizar gás/ar é a manutenção de um ritmo respiratório lento e controlado,
fazendo ventilações prolongadas. Um ritmo respiratório adequado fará com os
mergulhadores evitem a elevação dos níveis de dióxido de carbono, evitando
dessa forma todos os inconvenientes gerados desse fato. Para isso devemos dar
especial atenção à expiração que deve ser mais prolongada do que inspiração, fazendo com que o nível de dióxido de carbono se mantenha baixo e também não
permitindo que inspirações muito profundas e sustentadas possam prejudicar o controle de flutuabildade.
Nunca bloqueie a respiração durante a subida – Considerando também a
Lei de Boyle, é importante lembrarmos os riscos de um bloqueio respiratório
(mesmo em pequenas profundidades) durante uma subida. Na eventualidade de suas
vias aéreas permanecem bloqueadas no momento da diminuição da pressão, o
gás/ar retido nos alvéolos irá expandir-se e um barotrauma pulmonar poderá
ocorrer. Sendo assim nunca, jamais, em hipótese alguma prenda sua respiração.
Se você gostou desse texto e tem interesse em melhorar essa e as outras técnicas fundamentais clique aqui e conheça a CLÌNICA DE TÉCNICAS FUNDAMENTAIS. Treinamento ministrado por mim na PLANETA MERGULHO.
A próxima postagem desta série irá tratar da postura horizontal (trim)!
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Grande abraço!
Carlinhos/Careca
artecscuba@gmail.com
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